Poema - Quando a chuva parar
Quando a chuva parar
Talvez tudo se aprisione
Na natural monotonia dos dias quentes
Que se estendem na planície do ano
Antes das montanhas tomarem o frio e a geada.
Talvez o calor da madeira voltará,
O cheiro das laranjas
E os ramos de cedro caídos
No presépio musgoso,
Tudo virá novamente.
Mas a cadeira ficará vazia,
O quarto desabitado,
E as tábuas do chão por pisar.
Poema de Matilde Lopes
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