Portugal, Quo Vadis? | Poema Medida Velha
Ò Portugale, Quo Vadis?
O teu timbre nada diz.
Entre fado e abandono
Olvidas d'Ourique o trono.
Entre fado e abandono
Olvidas d'Ourique o trono.
Dos Suevos ficou o brado
Eco antigo já quebrado.
Niŭŭ Godo, Maçon ou Infiel
Temeremos, Mãe fiel
A medra foi-nos vivaça.
Conto se sustenta em tranças.
No jardim Luso, vede as flores
Sĕmpre acodem nobres mulheres.
D. Miguel I, sombra ferida
Trouxe a luta dividida.
Hoje o tempo, sem guarida
Há-de aduzer terra erguida
Ò Portugale, Quo Vadis?
Ergue a alma adormecida
Faz do sonho nova vida.
Saibas guisa para onde andar.
Publicado na Revista Nova Alvorada, Volume V
Poema de Elsa Marques Vivo
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